Função Duxus de RBAN IRRBB – 1° Revisão

dez 19, 2020 Discussão

Em discussão anterior, http://blog.duxus.com.br/2019/11/28/funcao-duxus-de-rban%ef%bb%bf-irrbb/, foi apresentada a sugestão da função Duxus para RBAN.

Amadurecidos alguns pontos, surgiu a necessidade de revisão.

Sendo assim, seguem a sugestão revisada da função Duxus para RBAN:

As diferenças estão destacadas em relação à fórmula original, sendo:

  • DurationMoedaDEVE: prazo médio com vencimentos em anos da carteira (moeda, ativo ou passivo) responsável pela determinação do ΔEVE (maior perda); e
  • f(P&G): função dependente do valor de Perdas e Ganhos embutidos, dada por:

onde:

  • Perdas: valor da P&G quando valor MTM é inferior ao acruado;
  • Ganhos: valor da P&G quando valor MTM é superior ao acruado;
  • TaxaMédia: taxa média da carteira relevante acruada; e
  • RAROCMédio: retorno ajustado ao risco da carteira relevante.

No contexto acima, define-se por carteira relevante aquela que seja majoritária, sendo normalmente esperado tratar-se da carteira ativa. No caso de múltiplas taxas e fatores, os valores médios poderiam ser determinados por média ponderada.

A função de P&G (Perdas e Ganhos), cujo comportamento mais esperado seja de ganhos, visa modificar o impacto do ΔEVE face a existências de um “buffer” positivo (de ganho) ou negativo (de perda).

Em ambos os casos, os valores podem ocultar spreads de risco de crédito conhecidos, faz-se necessário relativar o impacto com base na proporção dada pelo retorno livre de risco sobre as taxas comerciais praticadas na carteira. Os valores com máximo e mínimo representam os controladores limítrofes de RAROC.

Uma alternativa ao uso do RAROC, que exige mais detalhes sobre uma carteira, poder-se-ia trabalhar com desconto dos valores percentuais provisionados (1 – %provisionado) como representação desta relativização de riscos de crédito conhecidos.

Novamente, a fórmula proposta pode não ser aplicável a todas as carteiras, em função de peculiaridades de composição, mas com a revisão de inclusão de P&G, aumentou-se o espectro de instituições candidatas ao seu uso.

Muito importante relembrar que o ΔEVE e ΔNII ainda não devem ser perseguidos. São eles que nos perseguem!

Atenção: conforme resolução #48 do BACEN (https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB&numero=48) esta fórmula não deve ser aplicada ao segmento S4, que deve utilizar ΔNII de forma “rígida”.

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