Bancos de Spread e Bancos de Risco

O perigoso uso de derivativos

Derivativos

Bancos de spread são bancos que trabalham fatores de risco idênticos na captação e nas suas operações de crédito. São normalmente bem equilibrados em termos de duration (prazo) e volume de operações. Podem ou não usar ou não derivativos de forma intensa.

Bancos de risco, por outro lado, são os que operam com fatores de risco diferentes. A maioria dos bancos nacionais se enquadra nesta categoria, com captações pós-fixadas e empréstimos pré-fixados. Normalmente, não usam derivativos na sua carteira banking (operações normais de cŕedito).

Recentemente, alguns bancos de risco (maioria) começou a se sentir incomodada com as exposições nos fatores pré-fixados, principalmente nas leituras de VaR das suas carteiras banking. A leitura por stress nestes bancos também incomoda muito, pois são muito sensíveis a oscilações pequenas das taxas. A discussão mais frequente para este incômodo passou pelo uso de derivativos para reduzir estas exposições.

Quando, então, um banco deve usar derivativos para reduzir o risco da carteira?

  • banco de spread: sempre que achar necessário
  • banco de risco: nunca

Importante ressaltar que este “impedimento” de uso de derivativos para bancos de riscos nada tem a ver com capacitação das equipes. Este “impedimento” tem a ver com a forma de mensuração de resultados destes bancos.

Bancos de risco devem primeiro se transformar, inteira ou parcialmente, em bancos de spread. Assim, podem decidir pelo uso ou não de derivativos para hedge e/ou trava de spreads.

O uso de derivativos antes da transformação de banco de riscos para banco de spread, costuma ter só dois resultados:

1) no caso de ajustes positivos, uma valorização temporária dos membros da equipe

2) no caso de ajustes negativos, um cadastro permanente em banco de currículos.

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